terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Para Raquel e James com amor!

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Mãe, mamãe.. .o eterno cordão umbilical que persiste mesmo, após, cortado. O ser que em nós cresceu ,embora , ido,continua sempre alojado ,já não no ninho do ventre, mas inscrito algures ,entre ventrículos ou aurículas, não sei bem.
Para ela tudo de bom, mesmo tudo. Tenho a certeza que assim será.
A Índia é o terno conflito de paz desarrumada. Assim o digo, pelas concepções morais , pela busca interior e concomitantemente pelo caos exterior. Um equilibrio desiquilibrado que atrai a curiosidade intelectual de tantos ou simplesmente a bondade intrínseca de muitos outros.

Privei desde bem novinha com a civilização. Privei com o intrínseco e o extrínseco das gentes.. Dizer-lhe, minha querida, que me apaixonei seria mentir. Acho a Índia e a sua civilização um marco profundo na conquista do ser humano, acho a Índia um repositório de sonhos e verdades cruas ou puramente inverdades doces. A eterna dicotomia dos lados. A beleza inexplicável da terra ,a par com a imundice, pobreza e caos da vida, conduz à paixão, ao inexplicável, à busca. E quando se tem verdes anos, tudo isso é mundo, tudo isso é vida. Porém , a Índia é a concha da alma numa alquimia por desvendar, é o rebolar dos sonhos nna cor dourada das flores ou simplesmente nos sons guturais e cheios que ecoam.

A vida, o pulsar do mundo existe ali, ensina, alarga e recria.
Que Raquel o tenha bebido, e o futuro florirá sempre nos tons do mais puro açafrão.
Um beijinho doce para ambas e parabéns pela filha que gerou.

Mil felicidades. Maria Teresa

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Querida Mateso, nesse momento, em que sou alcançada pelo seu comentário, tão fresquinho e recheado de tantas delícias literárias e criativas, um dos privilégios da língua portuguesa, onde, o seu texto flue sempre encantador, sinto as palavras vivas e capazes de me impregnar a alma com um sentimento todo especial. Do imaginário surreal, penso que se fosse possível atribuir ao ser feminino o título de sacerdotisa brhamane, este, por certo poderia ser ofertado a você. Sim, você mesmo! Pois conseguiu exorcizar meus temores, com a sua poderosa poção mágica dos saberes. Maria Teresa, fico feliz, cada vez que tenho a chance de me comunicar com você, por me sentir a aprendiz entusiasmada que sempre tem algo mais a descobrir… A verdade é que todo esse universo de encantos, que hoje faz parte dos devaneios da “feliz mãe da noiva”… (em verdade sou mesmo!!!) sinto que estou em pleno revival por uma doce memória dos dias mais maternais que exerci na vida, aqueles com os quais brindei a infância das minhas crias… onde gostava de brincar com as “duas bonequinhas”… que o Deus generoso me presenteou! Então, as enfeitava com lacinhos e vestidinhos coloridos, que escolhia para elas, sem que nenhum gesto fosse esboçado para impedir o exercício daquela fantasia. Hoje, a mais nova se prepara para alçar um vôo maior, talvez, o mais bonito e importante de toda a sua vida! Que Deus envie seus anjos para abençoar meus pensamentos! O certo é que o cordão umbilical, na verdade, nunca se rompeu ou romperá! Mas elas cresceram! E chegou o tempo das escolhas… onde ambas se tornaram senhoras absolutas dos próprios destinos! Prezada Mateso, companheira das letras, com os mais afáveis sentimentos maternais embalados na sintonia do “dia da mãe da noiva”, quero agradecer o instante de emoção e as magistrais e sábias palavras que tocaram a minha alma e o coração de mãe.

Um beijo de fraterna amizade!

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